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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Concepção Cristã Medieval



A Isca De Satanás – O Corpo Feminino

Succubus
O homem ainda esta colocado sobre um pedestal na História do medievo subjulgando a mulher como sua escrava de deleite carnal, a História da igreja medieval construtora da civilização ocidental foi feita por homens, assim o conteúdo deste texto é uma pequena contribuição a imensa ignorância que há de ser desbravada pelos historiadores sobre o que o corpo representou na idade média, sobretudo o da espécie fêmea dessangrado e esquecido pelo próprio Deus da mundividência cristã.



A história do ocidente medieval no que concerne o sexo é uma odisseia de auto- usurpação dos instintos naturais primitivos, que, anacronicamente é necessário um julgamento de condenação a este período tão devastador da humanidade que recai hoje na idade contemporânea na prisão do super-homem de niezsche, além da moral, os homens e mulheres foram privados a si.





O que seriamos sem Vesalius pai da anatomia, sem  as suas dissecações? Um exemplo de cientista nesta afirmação anacrônica serve para remeter aos tribunais religiosos, pois  homens como ele foram perseguidos por quererem estudar a si, ou seja o próprio corpo a luz das ciências.


Tortura Inquisitorial

Todas as regras morais referentes ao sexo e o corpo são marcadas pelo controle silente da igreja medieval que nos bastidores do poder soçobrava a alma humana, dizimando e extirpando vidas  via tribunais religiosos como a inquisição, cada abalo da fé pela razão das ciências, um concílio, cada concílio novas regras, estas  que servem para serem  seguidas pelo rebanho de ministros sagrados artistas instruidores da fé e da moral para os  leigos do medievo.


Do estudo das representações do sexo e o corpo na idade média podemos conceber o quão a moral divina passou primeiro pelas mentes de homens carnais, que em seus interesses dentro de uma sociedade marcada pelo teocentrismo  souberam  manter o poder, conservando os costumes, e que trazendo para os dias atuais percebe-se as marcas de como a história nos diz muito sobre quem somos hoje.

O corpo na sociedade ocidental de hoje  esta enaltecido e muitos buscam o ideal romano de beleza, outrora era a porta do inferno e ao mesmo tempo exaltado, para nos projetarmos ao futuro e concebemos a representação de nossa própria carcarça em fenecimento é necessário um mergulho no medievo e dele tentar extirpar as sementes para entendermos os porquês da nossa moral atual.
 

 Assim os escritos a seguir tratam da representação do corpo feminino no período da idade média,  que servem para entender como a mulher foi satanizada ao longo dos séculos, tendo como referência a igreja católica, instituição de poder estatal que determinou muitos dos preceitos morais dos quais a nossa sociedade ocidental segue hoje,visto que a mesma foi uma grande construtora "civilizadora" de pilares morais, dizimando e impondo os valores cristãos aos povos dos quais sua cruz teve contato.

Começo então com um  pensamento de um Arcebispo da igreja católica, que  afirmou em uma pequena sentença  o que representava a seu ver o deleite sexual do corpo, é interessante sua observação, pois assim adentramos na mente de um homem que viveu inserido no contexto da problemática medieval, Anselmo De Cantuária assim afirmou:


Existe um mal, um mal acima de todos os males, que tenho consciência de que esta sempre comigo, que dolorosa e penosamente dilacera e aflige minha alma. Esteve comigo desde o berço, cresceu comigo na infância, na adolescência, na minha juventude e sempre permaneceu comigo e não me abandona mesmo agora que meus membros estão fraquejando por causa da minha velhice. Este mal é o desejo sexual, o deleite sexual, o deleite carnal, a tempestade de luxúria que esmagou e demoliu minha alma infeliz, sugando dela toda a sua força  e deixando-a fraca e vazia. ( Sexo, Desvio e Danação PG.43)


A criação de Adão, Michelangelo.

No  período do  medievo, do século V ao XV o mundo ocidental estava mergulhado em um teocentrismo profundo sendo este a mundividência dominante, assim Deus, via homens seletos  da igreja medieval eram quem davam as  respostas para as dicotomias existenciais e anseios da época, doenças como a peste negra,  tortura, morte, medo do inferno,inquisição,perseguição,ascetismo tudo isso  dentre outros eventos marcavam o medievo acarretando assim em um mundo onde Deus é soberano e responsável  por tudo o quanto afligia a sociedade.


 Para conectar-se a Deus e pedir a remissão dos pecados para tantas desgraças que por vezes não tinham respostas para a sociedade medieval, o corpo era uma das vias no qual deveria ser provado a uma abnegação flageladora. São Gregório Magno, qualificava o corpo de abominável vestimenta da alma. para conexão com o divino o corpo deveria ser exaurido e dessangrado para  o  revigoramento do espírito.


O movimento flagelante(um certo de tipo de sadomasoquismo cristão) por  exemplo foi um grupo  místico cristão que  durante os séculos XIII e XIV na Europa defendiam que a prática da flagelação lhes permitiria expurgar os seus pecados, atingindo assim a perfeição do ser, de maneira a serem aceitos no reino dos céus, movimentos assim surgiam como respostas para explicar os porquês da época, no século XIV a peste negra doença responsável por uma das mais trágicas epidemias que assolaram o mundo Ocidental dizimou 1/3 da população, assim Deus era visto como agente de grandes desgraças, tudo o que acontecia de ruim a humanidade seria um castigo de Deus, castigos estes que eram enxergados   como pecados,  para expurgar estes “pecados” muitos dos flagelantes além de martirizar o corpo perseguiam e matavam pessoas, o ocidente assim vivia em uma total nostalgia espiritual de prostração ao divino.


A busca pela civilização do corpo estava presente em quase tudo: os costumes, hábitos,  modos de ser,alimentações, nudez, indumentárias, o banho, os gestos, as formas de copular-se, ou seja as posições sexuais grande parte destas civilidades dadas ao corpo provinha dos ensinamentos cristãos, e que  surgiram com os teólogos da igreja, com os concílios, estes onde os ministros sagrados formulavam leis a ser seguidas pela sociedade medieval, o interessante de se observar é que a figura de Cristo fica longínqua diante das pregações e leis morais até hoje presentes no mundo ocidental, visto que certas pregações não são registros do próprio Cristo mais sim de pensadores como Santo Agostinho, Santo Anselmo, São Tomas de Aquino, monges entre outros.




 A comparação das leis da igreja com Cristo  apenas incita a refletir  sobre o sagrado, visto que ele  é representado como símbolo maior sendo o próprio Deus, e o próprio  não determinou  as regras e sim homens de natureza humana que na busca da perfeição espiritual formulavam regras ascéticas intangíveis, que os que buscavam atingi-las passavam por uma ardente provação ardente de fulgor sexual.


Das leis morais pode-se dizer que houve varias consequências de comportamento humano como o  homossexualismo no seio da igreja,  consequência porque hipocritamente era o fruto das privações carnais como o celibato, das quais passavam os ministros sagrados, a sexualidade  segundo os ensinamentos cristãos era dada as pessoas exclusivamente para objetivos de procriação e por nenhum outro motivo deveria ser visto com prazer, pois remetia ao pecado.


As teorias sobre o papel da mulher haviam sido desenvolvidas pelos padres da igreja a mulher era filha e herdeira de Eva, a fonte do pecado original e um instrumento do diabo, era vista como inferior, vista que fora criada da costela de adão e diabólica por incita-lo  a pecar  e ser expulso do paraíso , a mulher tinha um caráter maligno  e precisava ser disciplinada, o casamento era uma via na qual a Intervenção da igreja era forte, o matrimonio negava a ânsia da copulação, casar-se era uma sacralização total para o corpo,  dentro do casamento era imposto que os parceiros confessar-se periodicamente.


O culto a virgem Maria por exemplo propiciou as mulheres dois modelos de função “enobrecedores” para época , ou seja de caráter nobre, dado pelos  reguladores morais da igreja medieval e que deveriam ser seguidos, a virgindade era enxergada de uma forma através da qual a mulher poderia resistir de modo mais absoluto ao pecado de Eva, o casamento assim era o   destino esperado das maiorias das mulheres.


No mundo medieval as mulheres eram adoradas. Mas  também despertavam  aversão e repugnância, era um mundo no qual os padres acusavam seus rebanhos de fornicação e onde bispos enriqueciam  com a prostituição e  as virgens se casavam com cristo.

Para igreja medieval nada era mais ofensivo que o prazer sexual:



“O imundo abraço da carne exala gases, e contamina qualquer um que se entregue a ele, ninguém pode escapar ileso da mordida do prazer.”

( Gerald Of Wales)



No que concerne o casamento sobre os preceitos morais este sustentava a igreja e foi sacralizado para uma maior intervenção na vida pessoal dos casais medievais, o ato do casamento não autoriza o sexo exacerbadamente, a união conjugal era vista pela igreja  apenas como forma de procriação da espécie, e grande parte dos relacionamentos eram disciplinados por tribunais religiosos. 
A Tentação Carnal
 A igreja regulamentava quando, onde e com quem o sexo podia ser feito e quem infringisse as regras era castigado, as regras de conduta moral sobre o sexo eram regidas e espalhadas pela Europa pelos ministros sagrados, como os monges-escribas e os papas, o Papa Inocêncio III por exemplo fez uma grande intervenção nos assuntos pessoais da sociedade medieval, ao convocar o IV Concílio de Latrão onde proclamou-se dogmaticamente doutrinas sobre os sacramentos, um deles foi a confissão dos pecados anualmente, este foi um ato para ajudar o clero a acabar com a “depravação” o clero é a parte  responsável pelos  cultos religiosos e a doutrinação dos fies, então sabendo-se das angustias espirituais era mais fácil para igreja intervir com mais facilidade nos assuntos referentes ao sexo.





Um concílio é uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais de doutrina, e sobretudo moralismos, valores, regras e costumes. Os concílios são  um esforço comum da Igreja, para a sua própria preservação e defesa, e grande parte dos concílios foram convocados pela igreja medieval quando esta se sentia  ameaçada.
 
Por fim espero que destes pequenos escritos tenha ocorrido em sua mente que a moral por vezes  é determinada pelas rédias do poder, e no que concerne o sexo na idade média a igreja católica instituição de poder dominante foi quem determinou as diretrizes. Estas das quais recaem hoje no que consideramos certo ou errado.

"A moral e a ética são duas invenções humanas que dependem muito do espaço geográfico que você ocupa."
 

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Por Dentro da mente Medieval - O Sexo


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Um comentário:

  1. Muito bom teu blog!
    Talvez se interesse: http://hotmart.net.br/show.html?a=a168880R
    Remo.

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